segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Need for Speed Undercover

Prós:

A facilidade para ingressar nas corridas pode agradar alguns jogadores, já que não há necessidade de procurar por eventos no gigantesco mundo aberto de Undercover. O “ronco” dos motores é fiel a realidade, e os demais efeitos sonoros também deixam os ouvidos aguçados. Os veículos contam com belos detalhes.O jogo também conta com modos online que envolvem perseguições e corridas simples, ampliando a longevidade do título.

Contras:
Um gigantesco mundo aberto, mas sem qualquer incentivo à exploração. Os eventos do jogo não podem ser acessados ao percorrer pela cidade, mas somente ao pressionar a tecla TAB. A limitação do sistema de personalização pode deixar muitos jogadores decepcionados, pois algumas delas são simplesmente ridículas. Nem mesmo a atuação com atores reais escapou da tragédia de Undercover. As cenas são exageradas e genéricas, assim como boa parte do próprio jogo. Os ambientes são sem vida e não apresentam gráficos condizentes com a atual geração. Nada de pedestres e uma densidade de tráfico aceitável, o que nos leva a crer que a cidade de Undercover é inabitada.Existem poucas opções para multiplayer e a campanha para um só jogador é repetitiva e sem muitos desafios. Undercover é extremamente fácil e a jogabilidade pode não agradar nem mesmo aos fãs da franquia.

Do Auge a Decadência.

A velocidade e os videogames convivem juntos já há algum tempo. Desde os primórdios do entretenimento eletrônico, jogadores presenciam veículos em alta velocidade disputando corridas intensas. Seja nas ruas, em circuitos, com karts ou caminhões, o gênero é indelével em todas as plataformas.

Mas, quando nos referimos às corridas nas ruas, certamente uma franquia vem a nossa cabeça: Need for Speed. Originalmente lançado em 1994, o jogo conquistou jogadores do mundo todo com sua fórmula característica. No início, corredores tinham a sua disposição um jogo repleto de adrenalina e carros esportivos. O objetivo era simples, vencer corridas de rua sem ser pego pela polícia. Sem dúvidas, uma fórmula que cativou os fanáticos por corridas.

Contudo, após o lançamento de vários games com pequenas mudanças, Need for Speed sofreu uma de suas alterações mais radicais — e talvez a mais chamativa. Em 2003 o mundo dos games recebia Need for Speed: Underground, um jogo fortemente inspirado no filme Velozes e Furiosos. O resultado foi tão grandioso quanto o sucesso do filme, o que elevou a série a um novo patamar.

Após o sucesso do primeiro Underground, chegava então às prateleiras um segundo título com o mesmo nome. A recepção foi calorosa e tudo parecia ainda melhor com o lançamento de Most Wanted, em que a perseguição policial retornava às pistas. Entretanto, visando inovar, a Electronic Arts derrapou feio na pista com Need for Speed: Pro Street.

Todo o sentimento arcade, em que a jogabilidade distancia-se da realidade e visa apenas à diversão, foi deixado de lado. Pro Street apresentava aos jogadores um novo sistema de danos, odiado pela crítica, e também uma jogabilidade totalmente diferente dos outros jogos da franquia. E nada de polícia ou perseguições, aqui as corridas eram legalizadas.

A própria Electronic Arts admitiu que Pro Street havia se distanciado dos elementos característicos da franquia e resolveu voltar às origens. A empresa anunciou então Need For Speed: Undercover, um game que prometia retomar todos os elementos que consolidaram a franquia — incluindo a perseguição policial. Infelizmente, o jogo derrapa na maioria de seus atributos e parece ser como uma marcha ré na franquia.

Gráficos.

Os gráficos do jogo também não são nada cinematográficos. Os veículos até contam com certo nível de detalhes, mas o ambiente não apresenta muita vida — nada de cidades de neon, como acontecia em Underground. Os prédios contam com texturas flácidas, e parecem ter sido feitos de papelão. Não existem pedestres, o tráfico é baixo e nada lhe convence de que realmente existe vida neste local. Há também um exagerado filtro “blur” que incomoda e fornece a sensação de que estamos em outro planeta.

Não restam dúvidas de que Undercover não supera Most Wanted ou Underground. Uma execução pobre, com dezenas de problemas, faz do jogo simplesmente um título dispensável em uma época em que se pode contar com games como Burnout Paradise e até GRiD. Um mundo aberto e inútil, corridas fechadas e fáceis em um jogo que prometia retornar às origens de uma aclamada série, mas acabou sendo simplesmente dispensável e ruim.




Undercover Gameplay.

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